* Dislexia = do grego
dis (distúrbio) + lexia (linguagem).
A dislexia
é um distúrbio neurológico que afeta a leitura e a escrita.
Desde muito
cedo é possível observar alguns sinais indicativos da dislexia, como por
exemplo a dificuldade de coordenação motora para amarrar um calçado. Também as
limitações para aprender a falar e andar devem ser considerados. Mais tarde
esse distúrbio irá afetar a leitura e a escrita.
Entretanto
afirmam os especialistas em neurologia que fazer o diagnóstico não é simples. É
preciso ter muito cuidado na avaliação que deve ser feita por uma equipe
multidisciplinar, formada por profissionais da fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia,
neurologia e muitas vezes da psiquiatria. É importante também a participação da
família com informações e histórico do paciente.
A presença do fonoaudiólogo é fundamental, pois
cabe a este profissional avaliar a capacidade do paciente em transpor a fala
para a escrita e vice-versa, a atenção, a memória, organização espacial e compreensão
auditiva.
A troca de
letras ou sílabas, vocabulário muito pobre, sobretudo na escrita e a
dificuldade de leitura são características dos disléxicos. Essas pessoas não
conseguem soletrar corretamente, trocam ou omitem letras e invertem sílabas.
CEGUEIRA VERBAL
A dislexia
já foi chamada de cegueira verbal, devido às circunstância da sua descoberta. Em
1890, um paciente procurou um oftalmologista porque não conseguia ler. Mas
segundo a avaliação do médico, a visão do paciente estava perfeitamente normal.
Mais tarde foram encontradas evidências biológicas para esse distúrbio.
O assunto é
polêmico, entretanto na área médica permanecem algumas afirmações animadoras: a
dislexia melhora com uma terapia adequada e estratégias de compensação. Programas
de computador, corretores ortográficos podem auxiliar o disléxico a superar
suas limitações. E na medida em que ultrapassam as barreiras podem ser
brilhantes.
DISLÉXICO FAMOSO
Tom Cruise - o ator supera suas
dificuldades, decorando suas falas com auxílio de um gravador.
Einstein - Acreditam os especialistas
que o alemão Albert Einstein era disléxico, diante de algumas características
como não falar até os 4 anos e não conseguir ler até os 9 anos. Mas ao se
dedicar à física, Einstein causou uma verdadeira revolução, usando sua
excepcional criatividade.
COMO IDENTIFICAR A DISLEXIA
a) Sinais antes da alfabetização:
*
Coordenação motora (grossa) - dificuldade para se vestir, fazer ginástica ou chutar
uma bola.
*
Coordenação motora (fina) - dificuldade para pintar dentro de um espaço delimitado por um desenho.
* Montagem
de quebra-cabeça - dificuldade para montagens, mesmo os mais simples.
* Atraso no
desenvolvimento da fala.
*
Dificuldade em decorar músicas.
* Confusão
entre esquerda e direita.
b) Sinais na idade escolar:
* Troca de
letras com "B" pelo "D"
* Letra
quase ilegível.
* Omissão
de letras nas palavras.
*
Dificuldade para decorar as letras do alfabeto ou a tabuada.
* Déficit
de memória: não consegue gravar números. Ex: de telefone.
*
Dificuldade em pronunciar palavras longas. Ex: paralelepípedo.
*
Vocabulário pobre para a idade.
* Ótimo
desempenho em provas orais, não compatível com as notas baixas das provas escritas.
TRATAMENTO
O
tratamento não é feito com remédios e sim através do aprendizado. Esse processo
irá auxiliar a criança a desenvolver estratégias para superar as dificuldades
uma vez que não há possibilidade de cura. Mesmo assim os disléxicos entram na
universidade e se realizam profissionalmente por terem excelente memória
auditiva e visual e o intelecto normal.
Fontes:
Revista Comunicar -
2012
Revista Galileu - ago
1999
Revista Quanta - 2012

