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sábado, 28 de setembro de 2013

                                                                   DISLEXIA

* Dislexia = do grego dis (distúrbio) + lexia (linguagem).

            A dislexia é um distúrbio neurológico que afeta a leitura e a escrita.
            Desde muito cedo é possível observar alguns sinais indicativos da dislexia, como por exemplo a dificuldade de coordenação motora para amarrar um calçado. Também as limitações para aprender a falar e andar devem ser considerados. Mais tarde esse distúrbio irá afetar a leitura e a escrita.
            Entretanto afirmam os especialistas em neurologia que fazer o diagnóstico não é simples. É preciso ter muito cuidado na avaliação que deve ser feita por uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais da fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia, neurologia e muitas vezes da psiquiatria. É importante também a participação da família com informações e histórico do paciente.
            A  presença do fonoaudiólogo é fundamental, pois cabe a este profissional avaliar a capacidade do paciente em transpor a fala para a escrita e vice-versa, a atenção, a memória, organização espacial e compreensão auditiva.
            A troca de letras ou sílabas, vocabulário muito pobre, sobretudo na escrita e a dificuldade de leitura são características dos disléxicos. Essas pessoas não conseguem soletrar corretamente, trocam ou omitem letras e invertem sílabas. 
                   


            CEGUEIRA VERBAL
           
            A dislexia já foi chamada de cegueira verbal, devido às circunstância da sua descoberta. Em 1890, um paciente procurou um oftalmologista porque não conseguia ler. Mas segundo a avaliação do médico, a visão do paciente estava perfeitamente normal. Mais tarde foram encontradas evidências biológicas para esse distúrbio.
            O assunto é polêmico, entretanto na área médica permanecem algumas afirmações animadoras: a dislexia melhora com uma terapia adequada e estratégias de compensação. Programas de computador, corretores ortográficos podem auxiliar o disléxico a superar suas limitações. E na medida em que ultrapassam as barreiras podem ser brilhantes.


DISLÉXICO FAMOSO

            Tom Cruise - o ator supera suas dificuldades, decorando suas falas com auxílio de um gravador.
            Einstein - Acreditam os especialistas que o alemão Albert Einstein era disléxico, diante de algumas características como não falar até os 4 anos e não conseguir ler até os 9 anos. Mas ao se dedicar à física, Einstein causou uma verdadeira revolução, usando sua excepcional criatividade.





            COMO IDENTIFICAR A DISLEXIA

            a) Sinais antes da alfabetização:
           
            * Coordenação motora (grossa) - dificuldade para se vestir, fazer ginástica ou  chutar uma bola.
            * Coordenação motora (fina) - dificuldade para pintar dentro de um espaço delimitado por um desenho.
            * Montagem de quebra-cabeça - dificuldade para montagens, mesmo os mais  simples.
            * Atraso no desenvolvimento da fala.
            * Dificuldade em decorar músicas.
            * Confusão entre esquerda e direita.

            b) Sinais na idade escolar:
           
            * Troca de letras com "B" pelo "D"
            * Letra quase ilegível.
            * Omissão de letras nas palavras.
            * Dificuldade para decorar as letras do alfabeto ou a tabuada.
            * Déficit de memória: não consegue gravar números. Ex: de telefone.
            * Dificuldade em pronunciar palavras longas. Ex: paralelepípedo.
            * Vocabulário pobre para a idade.
            * Ótimo desempenho em provas orais, não compatível com as notas baixas das provas escritas.


            TRATAMENTO
           
            O tratamento não é feito com remédios e sim através do aprendizado. Esse processo irá auxiliar a criança a desenvolver estratégias para superar as dificuldades uma vez que não há possibilidade de cura. Mesmo assim os disléxicos entram na universidade e se realizam profissionalmente por terem excelente memória auditiva e visual e o intelecto normal.

Fontes:
Revista Comunicar - 2012
Revista Galileu - ago 1999
Revista Quanta - 2012