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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

“O MELHOR PARA A MELHOR IDADE” - na Trianon

PARTICIPAÇÃO NO PROGRAMA “O MELHOR PARA A MELHOR IDADE”  -
RÁDIO TRIANON – AM 740 EM 25 DE AGOSTO DE 2014 DAS 11H00 ÀS 12H00
APRESENTAÇÃO: LUCAS NETO
PRODUÇÃO: JOSÉ ISAIAS

Tópicos da entrevista com Juliana Rech, fonoaudióloga -

Lucas – Na terceira idade, quais são os problemas mais comuns que exigem a intervenção de um fonoaudiólogo?

Juliana – .....  aparecem bastante pacientes, na terceira idade, com perda de audição que é por conta da idade e que chamamos de presbiacusia, que é o deterioramento da audição.  Eu acho bastante interessante que as pessoas tenham consciência  disso e procurem empresas especializadas nisso e coloquem aparelhos para que cheguem próximo à audição normal, para que não percam muito as informações e não fiquem numa situação perigosa, como por exemplo não ouvirem um carro aproximando.  É difícil a aceitação do próprio paciente, mas é legal que comecem a se perceber um pouco.
Outra coisa eu aparece muito no consultório é o enfraquecimento da voz. Com a idade vai ocorrendo a flacidez muscular na prega vocal, porque a prega vocal é um músculo e também tem flacidez como no resto do corpo.  Então, se faz exercícios para conseguir manter  um pouco mais daquela força e deixar a voz mais ativa. Por isso na maioria dos idosos a voz é mais fraca, ou mais rouca, ou tem um pouco de soprosidade.  Isso incomoda alguns idosos, não todos.
Outra coisa que aparece bastante e que envolve a terceira idade, são os casos de AVCs . Quando a pessoa conclui o AVC  (Acidente Vascular Cerebral) geralmente ficam sequelas, como por exemplo, não engole, não consegue ter uma deglutição perfeita, tem uma alteração que é o que chamamos de disfagia na área da Fonoaudiologia, e aí temos que trabalhar a musculatura facial, da boca, da língua, da bochecha, para fortalecer novamente, para que  consiga ter novamente uma alimentação via oral.



Lucas -  Eu sempre defendo o trabalho preventivo. Você falou do enfraquecimento da voz.  Quem está se aproximando da terceira idade, a partir de que idade deveria procurar um fonoaudiólogo? Qual é a recomendação preventiva?

Juliana – É interessante que a partir dos 40 anos comece a procurar para fazer exercícios, brincar um pouco com a voz e conhecer a sua voz.  Apesar de que, eu acho, como especialista em voz, que trabalharia a vida inteira. É manter uma rotina, como fazer caminhadas.

Lucas – Hoje, é muito comum, depois de um implante, a necessidade da Fonoaudiologia. É quase obrigatória, porque muda tudo dentro da boca.

Juliana – Muda, muda a musculatura. A sua musculatura perde um pouco, ela não sabe muito bem  o que fazer. Antes tinha uma dentição, aí retira a dentição,  outros nem tem a dentição e já tem a flacidez muscular normal porque não trabalha muito a boca.  E no caso do implante tem  que reestruturar novamente tanto a musculatura facial quanto a da língua, porque a língua não sabe onde se colocar. Então a gente vai fazendo toda essa reabilitação até que a pessoa se sinta confortável e venha a falar normalmente.



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ALFABETIZAÇÃO IMPOSTA

         A sociedade contemporânea está exigindo uma nova postura da escola e dos governos. A avalanche de informações promovida pela tecnologia colocou as crianças num mundo letrado que tem pressa de mudanças. Os governos, através de seus ministérios, ditaram as novas regras às escolas, que por sua vez tratam de alfabetizar os alunos mais cedo. Do outro lado, estão pais angustiados, vendo as crianças que não nem sempre conseguem acompanhar esta evolução.

            Um panfleto distribuído pelo Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia mostra o desenvolvimento da linguagem da criança. Vamos transcrever a partir dos três anos:

3 anos - É possível entender tudo o que a criança fala, mas às vezes ela conjuga errado. 
4 anos – Nesta idade a criança inventa histórias e compreende regras de jogos simples. 
5 anos – A criança consegue formar  frases completas e  já  se  expressa  corretamente. 
6 anos – Aprende a ler e a escrever.


           Luiz Vilanovas, entrevistado pela Folha de São Paulo, afirma que aos cinco anos é normal uma criança não ter desenvolvimento neurológico para a sistematização da linguagem escrita. Aos cinco ou seis anos também é normal a criança não ter maturação motora para uma escrita estável. Poderá, então, diante da cobrança escolar, perder a motivação, ficar estressada, além de se sentir inferior.


            Claudia Giroto, em seu livro, afirma que ler e escrever não se restringe a uma técnica de ensino, mas sim a uma nova modalidade de linguagem. Segundo ela o professor, um agente detector de problemas, muitas vezes atribui rótulos à criança com dificuldades escolares, baseando-se em suas expectativas e a responsabiliza pelo fracasso escolar.

             Segundo Vilanovas, há crianças que se desenvolvem um pouco antes ou um pouco depois e isso não significa uma maior ou menor capacidade intelectual e cognitiva. E se a escola acelera o processo, discriminando uma criança que não consegue alfabetizar, isso será bastante prejudicial.

             O resultado dessas mudanças pode ser visto em consultórios de terapia fonoaudiológica que tem recebido pais angustiados, querendo resolver problemas que ainda não são problemas em crianças mais lentas que vão chegar ao mesmo lugar, mas em tempos diferentes.  

             O papel das escolas, hoje, diante dos novos rumos da educação, é buscar  formas de trabalho para lidar com as crianças em seus diferentes ritmos de desenvolvimento.


Fontes: Livro - Perspectivas atuais da Fonoaudiologia na escola – Claudia R. Mosca Giroto    Folha de S.Paulo, 04/12/2008, entrevista c/Luis Pereira Vilanovas – Neurologia da Unifesp

domingo, 19 de janeiro de 2014

A Fonoaudiologia entra na era da tecnologia digital

É crescente o número de aplicativos e jogos de computador desenvolvidos para fins terapêuticos.
Nesse sentido a Fonoaudiologia vem sendo beneficiada com inúmeros aplicativos para várias possibilidades de exercícios para serem utilizados em terapias.
Esses jogos são ferramentas importantes na formação do fonoaudiólogo, permitem um leque maior de informações e proporcionam novas possibilidades de atuação no mercado de trabalho.
O Small Talk Dysphagia  foi desenvolvido para pacientes disfágicos ( alteração na deglutição).
São 50 frases que envolvem alimentação, tipo de dieta, líquidos, medicação, entre outros.  
Fonte: Rev. Comunicar - Ano XIII, nº 59 - out/dez de 2013.