A automedicação já é um hábito do
brasileiro e está enraizado na cultura do país. Quando se trata de cuidados com
a voz não é diferente. Um trabalho sobre hábitos de saúde vocal identificou o
uso de sprays, mistura de mel com limão, chás caseiros, pastilhas e própolis.
Outras pesquisas citadas neste trabalho apontaram índices altos de
profissionais que se automedicam consumindo pastilhas, o que não é indicado em
nenhum momento.
Nesta pesquisa de Juliana Rech e
Cristiane Cervelli também os gargarejos foram mencionados pelos entrevistados, 30
atores e 30 cantores, de ambos os sexos e com idades que variaram de 21 a 59
anos. Eles afirmaram fazer uso do gargarejo ou com água e limão, vinagre, sal
ou bicabornato.
Segundo a professora e fonoaudióloga Marta Assumpção de Andrada e Silva, no capítulo 10, sobre Saúde Vocal do livro Fundamentos em Fonoaudiologia – tratando os distúrbios da voz, 2003, a grande maioria das pessoas conhece um “bom medicamento” ou uma “boa receita caseira”. Andrada e Silva afirma que a grande maioria dos medicamentos causa alteração no trato vocal. Da mesma forma as receitas caseiras indicadas para melhorar a voz possuem, ainda, ação desconhecida para as pregas vocais, podendo, em determinados casos, apresentar efeitos secundários desfavoráveis.
Fonte: TCC –
Hábitos de Saúde Vocal: comparação entre um grupo de atores e cantores
profissionais de Juliana Rech e Cristiane Cervelli, 2010.
